Uma descoberta arqueológica na China chamou a atenção de pesquisadores após a identificação de uma bebida alcoólica preservada há cerca de 2.300 anos dentro de uma tumba antiga. O material foi encontrado em um recipiente de bronze localizado no cemitério de Shanjiabo, próximo à antiga estrutura da Grande Muralha de Qin.
O estudo foi publicado pela Journal of Archaeological Science: Reports e analisou o conteúdo armazenado em uma garrafa selada que permaneceu preservada desde o período entre 547 a.C. e 221 a.C., durante o domínio do estado Qin.
Segundo os arqueólogos, o recipiente continha aproximadamente 15 copos de líquido antigo. A análise química revelou a presença de resíduos orgânicos ligados à fermentação de cereais, incluindo traços de malte e leveduras, indicando que o conteúdo era uma forma ancestral de cerveja.
Os pesquisadores utilizaram técnicas de arqueologia molecular e exames laboratoriais para identificar mais de 2.400 compostos químicos no líquido encontrado. De acordo com o relatório científico, a composição diferenciada descartou a hipótese de infiltração de água subterrânea e confirmou que o material era resultado de uma bebida produzida intencionalmente.
Os especialistas afirmam que o achado ajuda a compreender práticas alimentares e funerárias da antiguidade chinesa. Na época, era comum que túmulos fossem preparados com alimentos, utensílios e bebidas destinados ao uso simbólico do falecido na vida após a morte.
A pesquisa também aponta que os métodos de vedação utilizados no recipiente contribuíram para a preservação do líquido por mais de երկու milênios. O estudo considera a descoberta uma evidência importante sobre as técnicas de fabricação de cerveja empregadas pelo povo Qin.
De acordo com os arqueólogos, a cerveja produzida naquele período era bastante diferente da bebida moderna. O líquido possuía aparência mais espessa e turva, semelhante a um mingau fermentado, com sabor influenciado pelos cereais e ingredientes disponíveis na região.
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Apaixonada pela literatura brasileira e internacional, Heloísa Montagner Veroneze é reatora de artigos locais e regionais, com experiência em temas diversos, especialmente sobre livros, arqueologia e curiosidades.
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