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El Niño ameaça produção global de arroz, açúcar e café e acende alerta para risco de escassez

Especialistas internacionais alertaram para o risco de escassez global de alimentos devido aos efeitos do fenômeno climático El Niño, que pode comprometer a produção de arroz, açúcar, café e outras commodities agrícolas em diferentes regiões do planeta. A avaliação foi apresentada por analistas ouvidos pela agência Sputnik, que destacaram impactos climáticos severos sobre áreas produtoras da Ásia, América do Sul e outras regiões agrícolas estratégicas.

O El Niño é caracterizado pelo aumento anormal da temperatura das águas na região equatorial do oceano Pacífico. O fenômeno altera os padrões climáticos globais e pode provocar secas prolongadas em algumas áreas e chuvas intensas em outras, afetando diretamente a produção agrícola e a logística de exportação.

De acordo com previsões divulgadas em maio pelo Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF), a temperatura das águas do Pacífico poderá ficar mais de 3°C acima da média entre setembro e outubro deste ano. Segundo os especialistas, o cenário pode representar um dos episódios mais intensos de El Niño já registrados.

O diretor do Centro de Agronegócio Internacional e Segurança Alimentar, Anatoly Tikhonov, afirmou que o mercado global de alimentos deve enfrentar um período de maior instabilidade climática. Segundo ele, a produção mundial de arroz está entre as mais ameaçadas, especialmente em países como Tailândia e Vietnã, que podem sofrer com secas severas.

Tikhonov também afirmou que uma possível intensificação dos conflitos no Oriente Médio pode gerar dificuldades logísticas nas exportações agrícolas, ampliando os riscos para o abastecimento internacional de alimentos.

O analista-chefe de ratings soberanos e regionais da agência Expert RA, Kirill Lysenko, acrescentou que os impactos do El Niño podem atingir outras culturas agrícolas importantes para o mercado global. Segundo ele, existe risco de redução na oferta de cana-de-açúcar, óleo de palma, chá, borracha, café e cacau.

Lysenko explicou que boa parte dessas commodities é produzida no Sudeste Asiático, região considerada uma das mais vulneráveis aos efeitos climáticos associados ao fenômeno. De acordo com o especialista, o cenário climático previsto para os próximos meses pode provocar perdas significativas na produção agrícola regional.

O especialista também alertou para possíveis impactos na América do Sul. Segundo ele, anomalias climáticas previstas para Brasil e Argentina podem afetar negativamente as colheitas de soja, milho e trigo, culturas consideradas estratégicas para o abastecimento global e para o mercado de exportação.

A possibilidade de redução na produção agrícola em grandes países exportadores preocupa analistas do setor alimentício, principalmente diante da dependência mundial de commodities produzidas em regiões vulneráveis às alterações climáticas. Especialistas apontam que eventos extremos relacionados ao El Niño podem provocar oscilações nos preços internacionais e aumentar a pressão sobre cadeias globais de abastecimento.

Nota Editorial: Este conteúdo faz parte da cobertura jornalística do Jornal da Fronteira, feito por humano com ajuda de ferramentas de inteligência artificial, sob revisão de editor humano.

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