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Capivara agredida com barras de ferro no Rio é devolvida à natureza após tratamento veterinário

A capivara agredida por um grupo de homens na Ilha do Governador, na zona norte do Rio de Janeiro, foi devolvida à natureza nesta quarta-feira (20), após quase dois meses de tratamento veterinário. O animal havia sofrido traumatismo craniano e lesões graves nos olhos durante o ataque ocorrido em março deste ano.

A soltura ocorreu em uma área de reserva ambiental na zona oeste da cidade. Segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima, o local foi escolhido por apresentar acesso restrito de pessoas, menor risco de atropelamentos e condições ambientais consideradas mais adequadas para a recuperação do animal.

O caso teve repercussão após imagens mostrarem o momento em que a capivara era atacada com pedras, barras de ferro e pedaços de madeira durante a madrugada de 21 de março. Conforme o Ministério Público do Rio de Janeiro, os envolvidos também teriam debochado do sofrimento do animal enquanto registravam as agressões em vídeo.

A capivara, um macho adulto com aproximadamente 64 quilos, foi encontrada viva em um terreno baldio e resgatada pela Patrulha Ambiental. Em estado grave, o animal precisou ser sedado para receber os primeiros atendimentos antes de ser encaminhado para a Clínica de Reabilitação de Animais Silvestres da Universidade Estácio, em Rio de Janeiro.

Os exames apontaram traumatismo craniano, ferimentos na cabeça e nas costas, além de catarata e lesão na retina do olho esquerdo.

O veterinário responsável pelo acompanhamento do caso, Jeferson Pires, explicou que a deficiência visual impossibilitou o retorno do animal ao habitat original, localizado na Ilha do Governador, devido ao intenso fluxo de veículos na região.

Ao comentar o estado de saúde da capivara, o veterinário afirmou: “O oftalmologista veio, fez uma avaliação, e a gente descobriu que além da catarata, ela também tem uma lesão na retina do olho esquerdo. Então, isso vai inviabilizar que a capivara retorne para o seu local de origem, que tinha movimento de carros, para não ser atropelada. Mas isso não impede que ela possa voltar à natureza.”

O Ministério Público denunciou seis homens pelos crimes de maus-tratos com emprego de crueldade, caça ilegal, associação criminosa e corrupção de menores, já que dois adolescentes participaram da ação. A prisão em flagrante dos envolvidos foi convertida em preventiva.

Segundo as investigações, os suspeitos afirmaram em depoimento que pretendiam matar a capivara para consumo. Uma testemunha também relatou ter reconhecido um dos homens como responsável por outra agressão contra uma capivara na mesma região dias antes.

O caso marcou ainda a primeira aplicação do decreto federal conhecido como “Justiça por Orelha”, publicado neste ano pelo governo federal, que ampliou as multas para casos de maus-tratos contra animais. O Ibama aplicou multa de R$ 20 mil para cada um dos oito envolvidos, totalizando R$ 160 mil.

A legislação brasileira prevê pena de detenção e multa para crimes contra animais silvestres, incluindo caça ilegal, agressões e manutenção irregular em cativeiro. Em situações de maus-tratos ou risco envolvendo animais, a prefeitura orienta que a população entre em contato com a Central 1746.

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