Paraná amplia a oferta do exame de DNA-HPV para todos os municípios pelo SUS e projeta atender cerca de 328 mil mulheres na prevenção ao câncer de colo do útero
A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) oficializou a ampliação da oferta do exame de DNA-HPV para todos os municípios do Estado durante a 2ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) de 2026, realizada nesta quarta-feira (20), em Curitiba. A medida integra as estratégias de prevenção e rastreamento do câncer de colo do útero pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A tecnologia utilizada no exame foi desenvolvida pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná em parceria com o Governo do Paraná e a Fiocruz. Segundo o Estado, o método possui maior sensibilidade em comparação ao exame citopatológico tradicional, conhecido como papanicolau, e deve alcançar aproximadamente 328 mil mulheres que fazem parte do público-alvo.
A implementação do teste no Paraná começou em outubro de 2025, quando o Estado foi selecionado pelo Ministério da Saúde para integrar a fase piloto nacional do programa. Entre novembro de 2025 e maio de 2026, os municípios de Curitiba e Rio Branco do Sul participaram da etapa inicial de aplicação do exame. Com a nova pactuação, o serviço será expandido para todas as regiões paranaenses.
De acordo com estimativas apresentadas pela Sesa, o Paraná deve registrar 1.120 novos casos de câncer de colo do útero em 2026. O secretário estadual da Saúde, César Neves, afirmou que a ampliação do exame está alinhada às metas internacionais de combate à doença.
Segundo ele, a Organização Mundial da Saúde estabeleceu como objetivo eliminar o câncer do colo do útero como problema de saúde pública até 2030. César Neves explicou que a meta considera a redução da incidência para menos de quatro casos por 100 mil mulheres. Atualmente, o Paraná registra índice de 13 casos para cada 100 mil mulheres.
O secretário destacou ainda que o exame de DNA-HPV permite identificar precocemente a presença dos tipos cancerígenos do vírus HPV no organismo, antes mesmo do desenvolvimento de lesões. Segundo ele, a tecnologia, associada à vacinação contra o HPV, representa uma das principais ferramentas de prevenção disponíveis atualmente.
A Sesa informou que a mudança do exame papanicolau para o rastreamento molecular também deve reduzir a frequência necessária para a realização dos testes. Enquanto o exame tradicional exige coleta anual e, após dois resultados normais consecutivos, repetição a cada três anos, o DNA-HPV possibilita intervalo de cinco anos entre as coletas devido à maior confiabilidade do método.

O fluxo de atendimento prevê que as coletas sejam realizadas diretamente nas unidades de saúde dos municípios, de maneira semelhante ao procedimento atual. Após a coleta, o material será encaminhado ao Laboratório Central do Estado (Lacen), responsável pelo registro das informações e envio das amostras para processamento molecular em laboratório de referência no Rio de Janeiro.
A ampliação do exame será destinada a mulheres entre 25 e 64 anos com histórico de atividade sexual. A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes, afirmou que o Estado fornecerá suporte técnico e operacional aos municípios durante a implantação da nova metodologia.
Segundo Maria Goretti, o governo estadual disponibilizará insumos, orientações e capacitação às equipes municipais para garantir a execução do programa. Ela afirmou que a medida representa um avanço no enfrentamento da doença e destacou a expectativa de redução dos casos no Paraná.
A diretora também ressaltou a importância da vacinação contra o HPV como forma de prevenção primária. O imunizante está disponível gratuitamente na rede pública para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos. A vacina protege contra o câncer de colo do útero e outros tipos associados ao vírus, como câncer de pênis, ânus, uretra e garganta, além de prevenir verrugas genitais.
A Sesa informou ainda que adolescentes entre 15 e 19 anos que não receberam a vacina dentro da faixa etária recomendada poderão participar da etapa de resgate da imunização, disponível até junho de 2026.
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Lara Gabriely escreve sobre assuntos locais, mas também sobre assuntos relacionados à política dos estados do Paraná e Santa Catarina, além de outros fatos interesse regional.
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