Segundo a Secretaria de Inspeção do Trabalho, a mulher era submetida a trabalho forçado, jornada exaustiva, condições degradantes e restrição de locomoção
Uma mulher que viveu por mais de 40 anos em situação de exploração doméstica pelos próprios familiares foi resgatada em condições análogas à escravidão em uma propriedade rural de Benedito Novo, cidade de 10,5 mil habitantes no Vale do Itajaí, em Santa Catarina. Familiares tentaram impedir o resgate.
As informações são da Secretaria de Inspeção do Trabalho, vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), responsável pela operação que ocorreu em 12 de maio, e que foi divulgada apenas nesta quinta-feira (21).
As investigações começaram após denúncias, sendo que durante a fiscalização, a equipe verificou que a mulher era submetida a trabalho forçado doméstico, jornada exaustiva, condições degradantes e restrição de locomoção.
Fotos feitas pelos auditores-fiscais do Trabalho mostram como era o imóvel onde a mulher vivia.
Inicialmente, familiares da trabalhadora resistiram à entrada das equipes e tentaram impedir o contato com a vítima. Mesmo diante da polícia, segundo a SIT, agentes foram ameaçados, inclusive com uso de facas.
A mulher foi acolhida pela rede de proteção social e encaminhada para atendimento especializado de saúde e assistência psicossocial.
Segundo a SIT, a situação será investigada pelos órgãos responsáveis para posterior responsabilização dos envolvidos.
Após a contenção da situação, os auditores-fiscais e os profissionais de assistência social conseguiram conversar com a trabalhadora. Ela apresentava sinais de neurodivergência, além de medo de deixar a casa, de acordo com eles.
Ela relatou aos fiscais que foi submetida desde a infância a atividades domésticas permanentes, sem remuneração, autonomia ou acesso a direitos trabalhistas. Os auditores também constataram condições precárias de moradia e fortes indícios de isolamento social da vítima.
Moradores da região relataram que ela raramente era vista fora da casa.
Na mesma propriedade, os fiscais identificaram uma serraria funcionando de forma irregular, com trabalhadores sem registro formal e expostos a riscos de acidentes graves.
Máquinas artesanais com partes cortantes expostas operavam sem proteção adequada, e funcionários não tinham treinamento de segurança e ou equipamentos de proteção individual (EPIs).
Um dos trabalhadores disse que atuava no local há mais de dois anos e não tinha acesso a direitos trabalhistas. Segundo os relatos, a serraria tinha pelo menos cinco trabalhadores em situação informal.


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Com vasta experiência no jornalismo, Rossy Ledesma é especialista na produção de conteúdos relacionados à segurança, assuntos do Mercosul e a relação entre Brasil e Argentina, bem-estar, conteúdo local e regional.
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