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Entenda por que líquidos acima de 100 ml são proibidos em aviões

A restrição para transporte de líquidos acima de 100 mililitros na bagagem de mão continua sendo uma das regras mais conhecidas e questionadas por passageiros em aeroportos de diferentes países. A medida, aplicada em voos internacionais e domésticos em diversas regiões do mundo, surgiu após ameaças terroristas relacionadas à aviação civil.

A exigência determina que líquidos transportados na cabine estejam armazenados em recipientes com capacidade máxima de 100 ml e acondicionados em embalagens transparentes, geralmente dentro de sacos plásticos específicos utilizados durante a inspeção de segurança.

As restrições ganharam força após os atentados de 11 de setembro de 2001, quando protocolos de segurança aeroportuária passaram a ser ampliados em diferentes países.

Entre os episódios que contribuíram para o endurecimento das regras está uma tentativa de atentado ocorrida em um voo entre Paris e Miami, quando um passageiro tentou utilizar explosivos escondidos no próprio calçado. O caso levou aeroportos a adotarem inspeções mais rigorosas envolvendo sapatos e objetos pessoais.

No entanto, a origem direta da chamada “regra dos 100 ml” ocorreu em 2006, no Reino Unido. Na época, autoridades britânicas identificaram um plano considerado uma das maiores ameaças já registradas contra a aviação civil internacional.

Segundo as investigações, suspeitos pretendiam embarcar em voos saindo de Londres com líquidos aparentemente comuns, como refrigerantes, água e produtos de higiene, que seriam utilizados na produção de explosivos improvisados dentro das aeronaves.

O objetivo seria atingir simultaneamente aviões com destino aos Estados Unidos e ao Canadá.

Após a descoberta do plano, aeroportos de diversos países passaram a adotar restrições rígidas para o transporte de líquidos na bagagem de mão. A partir desse período, tornou-se obrigatório o uso de recipientes pequenos e embalagens transparentes durante a inspeção de segurança.

Mesmo com a evolução tecnológica dos sistemas de inspeção aeroportuária, a regra permanece em vigor na maior parte dos aeroportos internacionais.

Atualmente, alguns equipamentos modernos de raio-x e scanners tridimensionais conseguem identificar líquidos e analisar características químicas e densidade sem necessidade de abertura das malas.

Em alguns aeroportos da Europa, passageiros já conseguem manter líquidos e aparelhos eletrônicos dentro das mochilas durante a inspeção. No entanto, a aplicação das regras ainda varia conforme o país, o aeroporto e os equipamentos disponíveis.

A diferença entre tecnologias utilizadas em cada terminal gera situações em que determinados itens são permitidos em alguns locais e barrados em outros.

Outro ponto que costuma gerar dúvidas entre passageiros é que o limite considera a capacidade total da embalagem, e não apenas a quantidade de líquido armazenada no momento da inspeção.

Dessa forma, um frasco com capacidade superior a 100 ml pode ser proibido mesmo estando parcialmente vazio.

As restrições normalmente se aplicam apenas à bagagem de mão. Na bagagem despachada, os limites costumam ser mais flexíveis, exceto em casos de substâncias inflamáveis ou consideradas perigosas para o transporte aéreo.

As medidas de segurança implantadas após ameaças terroristas continuam sendo utilizadas por autoridades aeroportuárias como forma de prevenção e controle de riscos relacionados à aviação civil internacional.

Entenda por que líquidos acima de 100 ml são proibidos em aviões

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