Mata Atlântica registra menor desmatamento da história após queda de 28%

Mata Atlântica registra menor desmatamento da história após queda de 28%

A área desmatada da Mata Atlântica apresentou redução de 28% em 2025 na comparação com o ano anterior, segundo dados divulgados pela Fundação SOS Mata Atlântica. O levantamento aponta que a supressão vegetal caiu de 53,3 mil hectares para 38,3 mil hectares, registrando o menor patamar desde o início da série histórica do monitoramento.

Os dados fazem parte do Sistema de Alertas de Desmatamento, desenvolvido em parceria com a MapBiomas e a Arcplan, ferramenta utilizada para acompanhar a perda de cobertura florestal em áreas do bioma.

De acordo com o relatório, 11 dos 17 estados que abrigam a Mata Atlântica apresentaram redução nos índices de desmatamento. Entre os estados com maiores áreas impactadas aparecem Bahia, Minas Gerais, Piauí e Mato Grosso do Sul, que juntos concentraram grande parte das perdas registradas no período.

O levantamento aponta ainda que aproximadamente 96% das áreas desmatadas tiveram conversão para atividades agropecuárias, com indícios de irregularidades em boa parte das ocorrências identificadas.

Mata Atlântica registra menor desmatamento da história após queda de 28%

Outro estudo complementar, o Atlas dos Remanescentes Florestais, elaborado pela Fundação SOS Mata Atlântica em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, mostrou resultado ainda mais expressivo nas florestas maduras. Nesse recorte, a redução chegou a 40%, com a área desmatada recuando para 8,6 mil hectares, a primeira vez, em quatro décadas de monitoramento, que o índice anual ficou abaixo de 10 mil hectares.

Segundo a entidade, o resultado está relacionado ao fortalecimento das ações de fiscalização, aplicação de embargos em áreas irregulares, restrição de crédito para propriedades com desmatamento ilegal e uso mais rigoroso da legislação ambiental.

Apesar da redução, especialistas alertam que a pressão sobre o bioma ainda existe e que a continuidade das políticas de proteção será decisiva para evitar novos avanços sobre áreas de vegetação nativa.

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