Levantamento da Nexus indica ampla aprovação entre jovens de 16 a 40 anos pelo fim da escala 6×1; apoio cresce quando não há redução salarial.

Pesquisa aponta que 82% dos brasileiros entre 16 e 40 anos apoiam fim da escala 6×1

Levantamento da Nexus indica ampla aprovação entre jovens de 16 a 40 anos pelo fim da escala 6×1; apoio cresce quando não há redução salarial.

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Pesquisa da Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados aponta que a maioria dos brasileiros entre 16 e 40 anos é favorável ao fim da escala 6×1. Entre os entrevistados de 25 a 40 anos, 73% se declararam a favor da mudança e 17% contra. Quando considerada a possibilidade de manutenção dos salários, parte dos que inicialmente rejeitavam a proposta altera sua posição, elevando a aprovação para 82% nesse grupo.

Entre os jovens de 25 a 40 anos, 35% afirmam apoiar o fim do regime de seis dias de trabalho para um de descanso independentemente de eventual impacto salarial. Outros 42% apoiam a medida desde que não haja redução de renda. Há ainda 5% favoráveis que não têm posição definida sobre a condicionante salarial.

Na faixa de 16 a 24 anos, 69% são favoráveis ao fim da escala 6×1 e 22% contrários. Caso a redução da jornada não implique diminuição salarial, 13% dos que inicialmente se posicionaram contra passam a apoiar a proposta, elevando também para 82% o índice de aprovação nesse grupo. Entre esses jovens, 31% defendem a mudança independentemente da questão salarial e 47% somente se houver manutenção dos rendimentos, enquanto 4% não têm opinião formada sobre o tema.

Em comparação com outras faixas etárias, a aprovação é menor. Entre brasileiros de 41 a 59 anos, 62% são favoráveis ao fim da escala 6×1 e 23% contrários. Na população com mais de 60 anos, o apoio cai para 48%, com 25% de desaprovação. Considerando a média geral, 63% dos entrevistados no país apoiam o fim do modelo 6×1, independentemente da discussão salarial.

Os entrevistados foram questionados inicialmente sobre serem favoráveis ou contrários ao fim da escala 6×1, sem menção ao impacto nos salários. Em seguida, aqueles que se declararam favoráveis foram perguntados se manteriam a posição mesmo com eventual redução salarial. Já os que inicialmente se disseram contrários foram questionados se apoiariam a mudança caso não houvesse diminuição proporcional dos rendimentos.

O CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, afirmou que a renda mensal é fator central no debate. Segundo ele, “quando observamos os números em detalhe, fica evidente que a renda mensal funciona como o principal fator de decisão nesse debate. Há um grupo menor, mas relevante, que apoia o fim da escala independentemente do impacto salarial, o que sugere uma mudança de valores em relação ao trabalho. Ainda assim, a maioria adota uma posição pragmática: apoia a mudança desde que ela não implique perda de renda”.

A pesquisa ouviu 2.021 cidadãos com 16 anos ou mais nas 27 unidades da federação, entre 30 de janeiro e 5 de fevereiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

Levantamento da Nexus indica ampla aprovação entre jovens de 16 a 40 anos pelo fim da escala 6×1; apoio cresce quando não há redução salarial.
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