Dois anos após enchentes, 42 escolas do Rio Grande do Sul ainda aguardam conclusão de obras

Dois anos após enchentes, 42 escolas do Rio Grande do Sul ainda aguardam conclusão de obras

Dois anos após as enchentes e deslizamentos que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024, parte da rede pública de ensino ainda enfrenta os reflexos da destruição provocada pela tragédia climática. Dados divulgados pelo governo estadual mostram que 42 escolas seguem com obras em andamento, principalmente em municípios das regiões metropolitanas e dos vales, áreas que registraram alguns dos maiores prejuízos.

Segundo a gestão do governador Eduardo Leite, outras 105 unidades escolares já tiveram as intervenções concluídas. O estado informa que os trabalhos restantes devem ser finalizados até o encerramento deste ano.

Entre os municípios com maior número de obras estão Canoas e Guaíba, ambos fortemente atingidos pelas enchentes. Em alguns casos, estudantes precisaram ser transferidos para espaços provisórios ou para escolas próximas, enquanto os prédios passam por recuperação ou aguardam novas estruturas.

De acordo com a Secretaria Estadual da Educação, foram destinados cerca de R$ 185 milhões para recuperação de 164 unidades escolares. Os recursos vieram de verbas estaduais, repasses federais e do Funrigs, criado para centralizar investimentos destinados à reconstrução após a calamidade.

O impacto sobre a educação foi amplo. Mais de mil escolas tiveram algum tipo de comprometimento, seja por alagamentos, danos estruturais ou interrupção de atividades. Somente na rede estadual, mais de 600 unidades registraram prejuízos.

Em municípios do Vale do Taquari, como Roca Sales e Muçum, comunidades escolares precisaram recorrer à mobilização popular para reconstruir espaços de ensino. Em algumas localidades, escolas chegaram a ser reformadas e, meses depois, voltaram a ser atingidas por novas enchentes.

Além dos danos materiais, profissionais da educação relatam que o processo de recuperação emocional dos estudantes ainda segue em andamento. Em muitas escolas, crianças continuam demonstrando insegurança em períodos de chuva, reflexo dos episódios vividos durante as tragédias.

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